quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Raio de sol

Eu que nunca fui de sair muito
Torço pelos dias em que poderei te ver
Passo dias e noites imaginando qual a melhor forma de te mostrar
Que na verdade nossa mente se parece
E que nossos corpos são lindos juntos
Eu que sempre gostei da chuva
Espero pelos teus raios de sol
Que tocam o meu corpo como se fosse teu
Que me causam repouso absoluto nos teus braços
Que me acariciam como se eu fosse uma boa menina
Eu que sempre admirei os olhares castanhos
Morro de amores pelos teus olhos verdes
Que me encaram e me param
Como se eu fosse uma presa
Eu que só queria estar só
Me encontrei nos teus anseios e pensamentos
Me perdi no teu jeito de ser
E não quero mais nada além de te descobrir dia após dia

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Tocar-te

Queria tocar-te mais livremente
Não livre de impecilhos ou tabus
Livre de malicias
Livre de segundas intenções
Mais ao pensar em tocar-te,meu corpo estremesse
E pede para tocar-te
Queria eu tocar-te livremente
Passar minhas mãos na sua nuca
Seu rosto
Seu peito
Seus pés
Suas mãos
Sentir teu calor
Seu frio
Viver os relevos de cada cicatriz, afinal elas são marcas da vida
Sentir seus pelos erguendo
Seu coração pulsando
As vezes, queria tocar-te mais livremente
Queria tocar teus sentimentos
Acariciar seu sorriso
Esmagar sua dor
Queria tocar-te livremente
Queria eu, sentir seu corpo
Sentir o cheiro que sai da sua pele
Sentir os arrepios de seus desejos
As reações de seus pensamentos
Queria eu sentir você
Sentir cada parte sua
Sentir-te totalmente
E depois de te sentir, deixar você me sentir, pra assim, entregar meu corpo as tuas mãos
Sim entregar meu corpo a você
Deixar nossa sincronia falar, não se mover a menos que queiramos
Dançar em silêncio
Entender o pedido dos olhos
As clamores da boca
A singularidade do gesto
Queria eu tocar-te livremente
Meu toque é carnal, não quero eu tocar tua alma
Tua alma é muito mais que teu corpo
Meu toque é carnal, não quero eu tocar tua alma
Mas quero deixá-la arrepiada...



Texto enviado por leitora

domingo, 18 de dezembro de 2016

Máquinas

Abrir os olhos e ligar o modo automático. Escovar os dentes, tomar um banho rápido. Passar o café escutando uma música para acordar. Arrumar a cama e  checar a bolsa. Dar uma última olhada no espelho para conferir se a roupa está amarrotada.
É tudo tão frio. Faça isso, arrume aquilo. Trabalhe, sorria. Desse jeito, agora. Depois você resolve, agora foca aqui. Uma série de instruções para si mesmo. Cadê a insegurança? É tudo sempre igual.
Eu sempre fui de gostar de desordem, de não ter nada para fazer e inventar moda. Assim como qualquer um, eu odeio o tédio. Eu quero sentar no chão, andar descalço, quero sair de pijama, fazer minha própria comida.
Quero me tornar humana novamente e me perder quando receber um olhar inesperado. Quero ficar quente e corada por causa de um sorriso seu. Quero ficar sem resposta quando conversarem comigo. Eu quero rir. Rir alto. Rir muito. Fazer você rir de mim. Quero me arrepiar com um abraço.  Quero te beijar quando estiver contando uma história e quando você estiver no telefone, quero te distrair e te fazer perder a fala. Quero voltar a me perder olhando seu sorriso.
São coisas tão simples, mas que fazem tão  bem. Qualquer demonstração de carinho é válida. Qualquer atenção a mais. Desejo viver em paz, mas então lembro que hoje não é dia. Não posso ser humanamente eu. Não hoje.